“Mataram à machadada
A criança a brincar.
No meu coração não há nada.
Só a sensação magoada
De isso em mim se passar.”
Fernando Pessoa
Mataram à machadada a criança a brincar,
No meu coração não há nada.
No meu coração não há nada.
Onde a minha visão alcança tentaram cegar,
Nesses corações não há nada.
Nesses corações não há nada.
O que falei foi tão pouco e tentaram calar,
Nesses corações não há nada.
Nesses corações não há nada.
Deixaram à beira da estrada coração sangrar,
No meu coração não há nada.
No meu coração não há nada.
Medo de olhar no espelho e ver o que há,
O meu coração está morto.
O meu coração está morto.
Ferido coração sentido só sabe chorar,
Meus olhos não tem mais lágrimas.
Meus olhos não tem mais lágrimas.
Errante coração perdido infinito buscar,
Pois no meu coração não há nada.
Pois no meu coração não há nada.
Amor amado que amei a me atormentar,
No seu coração não há nada.
No seu coração não há nada.
(refrão)
No coração dela não há nada,
Minha vida parece piada,
Romance de beira de estrada,
Destino de alma guardada.
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
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